Como escrever a página de serviço que converte
A maioria das páginas de serviço fala da empresa. As que convertem falam do problema de quem está lendo — e só depois mostram quem resolve.

Abra a página de serviço de dez empresas do seu setor. Nove começam do mesmo jeito: "Somos uma empresa com X anos de mercado, comprometida com a excelência...".
Ninguém contrata por isso. Contrata-se porque tem um problema e acredita que você resolve.
A ordem que funciona
1. O problema, nas palavras de quem tem
A primeira coisa na tela deve fazer a pessoa pensar "é exatamente isso". Não o nome técnico do serviço — o sintoma que ela sente.
Ninguém acorda querendo "otimização de conversão". Acorda incomodado que o site recebe visita e não gera orçamento.
2. O que muda depois
Descreva o depois, não a entrega. "Site novo com design responsivo" é entrega. "Seu cliente consegue pedir orçamento pelo celular sem apertar os olhos" é o depois.
3. Como funciona, em três ou quatro passos
Serviço é invisível antes de ser comprado, e invisível assusta. Mostrar o caminho — o que acontece na semana um, na dois — reduz o risco percebido mais que qualquer adjetivo.
4. Prova
Caso real, número real, depoimento com nome e empresa. Depoimento anônimo ("João S., empresário") vale quase nada — parece inventado porque muitas vezes é.
5. As objeções, antes que virem desistência
Toda venda tem três ou quatro objeções recorrentes. Você já sabe quais são as suas — são as perguntas que aparecem em toda reunião. Responda na página, com honestidade. Objeção não respondida vira aba fechada.
6. Uma ação, repetida
Uma só. Se a página oferece orçamento, WhatsApp, newsletter e download de material, você dividiu a atenção em quatro e não vai receber nenhum.
Erros de texto que derrubam
Falar de si no primeiro parágrafo. A pessoa ainda não se importa com você. Ela se importa com o problema dela.
Adjetivo sem prova. "Soluções inovadoras e personalizadas" não significa nada e todo concorrente escreve igual.
Jargão do seu mercado. Se o cliente não usa a palavra, a palavra não deveria estar na página.
Parágrafo de sete linhas. No celular vira um bloco cinza que ninguém lê.
Botão que não diz o que acontece. "Saiba mais" não compromete com nada. "Pedir diagnóstico gratuito" diz exatamente o que vem depois do clique.
O teste dos cinco segundos
Mostre a página para alguém de fora por cinco segundos e feche. Pergunte: o que essa empresa faz, e para quem?
Se a pessoa não souber responder, o problema não é o design. É que a página ainda não disse a coisa mais importante antes de tudo o mais.
